segunda-feira, 24 de março de 2008

A ressurreição de Jesus

“E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé” (1 Co 15.14)

Servimos a um Cristo que venceu a morte, removendo qualquer dúvida a respeito do Seu Reino. A ressurreição de Jesus é a razão de ser do cristianismo, o cerne da nossa fé. Ele mesmo deu testemunho de ser a ressurreição e a vida.

Se Jesus não estivesse vivo, seríamos como os idólatras que servem a deuses mortos que nada podem fazer por seus seguidores. Logo, nossa pregação perderia a eficácia.


.: A ressurreição profetizada

Os principais acontecimentos relacionados à vida terrena de Jesus foram revelados por Deus de maneira prévia a fim de calar qualquer argumento contrário à divindade de Jesus. A ressurreição de Jesus foi predita:

a) Pelo Rei Davi: “Pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção”(Sl 16.10)

b) Pelo profeta Isaías: “quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do SENHOR prosperará na sua mão. Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito” (Is 53.10,11)

c) Pelo próprio Jesus: “Ora, achando-se eles na Galiléia, disse-lhes Jesus: O Filho do homem será entregue nas mãos dos homens; E matá-lo-ão, e ao terceiro dia ressuscitará” (Mt.17.22,23)

.: A ressurreição narrada

Os quatro evangelistas relatam com coerência, ainda que sob prismas diferentes, a ressurreição de Jesus.

a) Mateus: “E, no fim do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. E eis que houvera um grande terremoto, porque um anjo do Senhor, descendo do céu, chegou, removendo a pedra da porta, e sentou-se sobre ela. E o seu aspecto era como um relâmpago, e as suas vestes brancas como neve. E os guardas, com medo dele, ficaram muito assombrados, e como mortos. Mas o anjo, respondendo, disse às mulheres: Não tenhais medo; pois eu sei que buscais a Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia. Ide pois, imediatamente, e dizei aos seus discípulos que já ressuscitou dentre os mortos. E eis que ele vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis. Eis que eu vo-lo tenho dito” (Mt 28.1-7)

b) Marcos: “E, no primeiro dia da semana, foram ao sepulcro, de manhã cedo, ao nascer do sol. E diziam umas às outras: Quem nos revolverá a pedra da porta do sepulcro? E, olhando, viram que já a pedra estava revolvida; e era ela muito grande. E, entrando no sepulcro, viram um jovem assentado à direita, vestido de uma roupa comprida, branca; e ficaram espantadas. Ele, porém, disse-lhes: Não vos assusteis; buscais a Jesus Nazareno, que foi crucificado; já ressuscitou, não está aqui; eis aqui o lugar onde o puseram. Mas ide, dizei a seus discípulos, e a Pedro, que ele vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis, como ele vos disse” (Mc 16.2-7)

c) Lucas: “E no primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado, e algumas outras com elas. E acharam a pedra revolvida do sepulcro. E, entrando, não acharam o corpo do Senhor Jesus. E aconteceu que, estando elas muito perplexas a esse respeito, eis que pararam junto delas dois homens, com vestes resplandecentes. E, estando elas muito atemorizadas, e abaixando o rosto para o chão, eles lhes disseram: Por que buscais o vivente entre os mortos? Não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos como vos falou, estando ainda na Galiléia, Dizendo: Convém que o Filho do homem seja entregue nas mãos de homens pecadores, e seja crucificado, e ao terceiro dia ressuscite” (Lc 24.1-7)

d) João: “E no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do sepulcro. Correu, pois, e foi a Simão Pedro, e ao outro discípulo, a quem Jesus amava, e disse-lhes: Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram. Então Pedro saiu com o outro discípulo, e foram ao sepulcro. E os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais apressadamente do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro. E, abaixando-se, viu no chão os lençóis; todavia não entrou. Chegou, pois, Simão Pedro, que o seguia, e entrou no sepulcro, e viu no chão os lençóis, E que o lenço, que tinha estado sobre a sua cabeça, não estava com os lençóis, mas enrolado num lugar à parte. Então entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu, e creu. Porque ainda não sabiam a Escritura, que era necessário que ressuscitasse dentre os mortos” (Jo 20.1-9)

.: A ressurreição proclamada

A ressurreição de Jesus passou a ser a tônica da pregação do evangelho. Cristo e sua ressurreição estavam tão intimamente ligados que para alguns ouvintes parecia que os pregadores anunciavam a dois Deuses.

“E alguns dos filósofos epicureus e estóicos contendiam com ele; e uns diziam: Que quer dizer este paroleiro? E outros: Parece que é pregador de deuses estranhos; porque lhes anunciava a Jesus e a ressurreição” (At 17.18)

A ressurreição de Jesus foi proclamada:

a) Pelos apóstolos: “E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça” (At 4.33)

b) Por Pedro: Pedro, porém, pondo-se em pé com os onze, levantou a sua voz, e disse-lhes:... A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, prendestes, crucificastes e matastes pelas mãos de injustos; Ao qual Deus ressuscitou, soltas as ânsias da morte, pois não era possível que fosse retido por ela” (At 2.14,23,24)

c) Por Paulo: “E, estando Paulo no meio do Areópago, disse: ... Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos.Homens atenienses, em tudo vos vejo um tanto supersticiosos” (At 17.22, 31)

.: Provas da ressurreição de Jesus

Somente a fé nos bastaria para aceitar a ressurreição de Jesus como verdadeira. Contudo Deus providenciou muitas e infalíveis provas para que até os mais céticos tenham seus entendimentos levados cativos à obediência de Cristo.

“Destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo” (2 Co 10.5)

Vejamos algumas destas provas:

a) O túmulo vazio. Esta talvez seja a mais contundente prova de que Cristo venceu a morte.

“E acharam a pedra revolvida do sepulcro. E, entrando, não acharam o corpo do Senhor Jesus” (Mt 24.2,3)

Os restos mortais de líderes e fundadores de religiões podem ser encontrados em suas respectivas tumbas, mas o sepulcro de Jesus, em Jerusalém, faz ressoar as palavras do anjo ditas às mulheres na manhã de domingo:

“Por que buscais o vivente entre os mortos? Não está aqui, mas ressuscitou” (Mt 24.5,6)

b) A grande mentira. Para evitar que a notícia da ressurreição de Jesus se espalhasse, os anciãos ofereceram propina aos guardas que vigiavam o túmulo de Jesus para que estes espalhassem o boato de que o corpo de Jesus fora roubado por seus discípulos. Será que se Jesus não houvesse ressuscitado, haveria a necessidade de ser invetada esta grande mentira?

E, quando iam, eis que alguns da guarda, chegando à cidade, anunciaram aos príncipes dos sacerdotes todas as coisas que haviam acontecido. E, congregados eles com os anciãos, e tomando conselho entre si, deram muito dinheiro aos soldados, dizendo: Dizei: Vieram de noite os seus discípulos e, dormindo nós, o furtaram. E, se isto chegar a ser ouvido pelo presidente, nós o persuadiremos, e vos poremos em segurança. E eles, recebendo o dinheiro, fizeram como estavam instruídos. E foi divulgado este dito entre os judeus, até ao dia de hoje” (Mt 28.11-15)

c) A mudança do dia de adoração. A comunidade cristã, como forma de desvincular-se do modelo de culto da antiga aliança trocou o Shabat (descanso, sábado) pelo Dies Dominica (dia do Senhor, domingo), marcado pela ressurreição e pelo derramamento do Espírito Santo.

“E no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão...” (At 20.7)

d) As aparições de Jesus. Antes de ser assunto aos céus, Jesus permaneceu por quarenta dias e manifestou-se pessoalmente a varias pessoas

- a Maria Madalena: “E Jesus, tendo ressuscitado na manhã do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena” (Mc 16.9)

- às mulheres, junto ao sepulcro: “E, saindo elas pressurosamente do sepulcro, com temor e grande alegria, correram a anunciá-lo aos seus discípulos. E, indo elas a dar as novas aos seus discípulos, eis que Jesus lhes sai ao encontro, dizendo: Eu vos saúdo. E elas, chegando, abraçaram os seus pés, e o adoraram” (Mt 28.8,9)

- aos discípulos no caminho de Emaús: “E eis que no mesmo dia iam dois deles para uma aldeia, que distava de Jerusalém sessenta estádios, cujo nome era Emaús. E iam falando entre si de tudo aquilo que havia sucedido. E aconteceu que, indo eles falando entre si, e fazendo perguntas um ao outro, o mesmo Jesus se aproximou, e ia com eles. (Lc 24.13-15)

- a Pedro: “Os quais diziam: Ressuscitou verdadeiramente o Senhor, e já apareceu a Simão” (Lc 24.34)

- a cerca de quinhentos irmãos: “Depois foi visto, uma vez, por mais de quinhentos irmãos, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormem também”(1 Co 15.6)

- a Tiago e a aos apóstolos: “Depois foi visto por Tiago, depois por todos os apóstolos” (1 Co 15.7)

.: Por que Jesus ressuscitou?

a) Para mostrar seu poder total sobre a morte: “porque dou a minha vida para tornar a tomá-la. Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la.” (Jo 10.17,18)

b) Para tomar as chaves da morte e do inferno: “E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno” (Ap 1.18)

b) Para aniquilar o medo da morte: “Ele, porém, disse-lhes: Não vos assusteis; buscais a Jesus Nazareno, que foi crucificado; já ressuscitou, não está aqui; eis aqui o lugar onde o puseram” (Mc 16.6)

c) Para garantir nossa justificação: “O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação”(Rm 4.25)

d) Para se tornar as primícias dos que dormem: “Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem” (1 Co 15.20)

e) Para nos garantir a ressurreição para a vida eterna: Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele” (1 Ts 4.14)

.: Conclusão

Durante toda a história bíblica, inclusive durante o ministério de Jesus, muitas pessoas ressuscitaram, no entanto, voltaram a morrer. A ressurreição de Jesus foi diferente. Ele ressuscitou para nunca mais morrer e garantir vida eterna para todos os que crerem no seu Evangelho.

“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá”(Jo 11.25)

Jesus está vivo. Hoje falei com Ele. Aleluia!!!

.: Bibliografia consultada:

BIBLIA. Português. Bíblia da Liderança Cristã [com notas e artigos de John C. Maxwell]. Versão Revista e Atualizada de João Ferreira de Almeida. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2007.

BÍBLIA. Português. Bíblia Online. Versão Corrigida e Fiel (1994) de João Ferreira de Almeida. Disponível em . Acesso em 18-mar-08.

GOMES, Geziel. A doutrina da ressurreição [Lição 10]. In: ________. Doutrinas Bíblicas. Lições Bíblicas para Jovens e Adultos. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 2º trimestre de 2001, pp. 10-12.

quarta-feira, 12 de março de 2008

A morte vicária de Jesus

.: Introdução
A expressão “vicária”, segundo o Dicionário Aurélio, vem latim vicariu e dá idéia de alguém “que faz as vezes de outrem”, de substituição.
A morte de Jesus não foi apenas a morte de um herói ou de um simples mártir. Cristo padeceu em nosso lugar, pagando diante do Pai a dívida do pecado que para nós era impossível de ser quitada.
Vejamos algumas lições espirituais extraídas do sacrifício expiatório de Jesus.

.: A penalidade da culpa
Uma dos atributos divinos é a justiça. Assim, o pecado cometido por nossos primeiros pais ofendeu a santidade do Senhor e isto implicou em uma penalidade pela culpa: morte física e morte espiritual (separação de Deus).
“A alma que pecar, essa morrerá” (Ez 18.20)E esta penalidade é extensiva a toda a humanidade, já que cada ser humano já nasce pecador, pois possui uma natureza decaída que se opõe ao plano original de Deus.
“Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram”(Rm 5.12)

.: Os sacrifícios no Antigo Testamento
Como forma de aplacar a ira divina contra o pecado e permitir reaproximação da humanidade, Deus instituiu o sacrifício de animais. Esta foi apenas uma medida paliativa, pois estes sacrifícios aplacavam temporariamente a ira de Deus, mas não removiam o pecado. Estes sacrifícios eram apenas sombras que já apontavam para o sacrifício perfeito e definitivo de Jesus.
“Porque tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam.
“Doutra maneira, teriam deixado de se oferecer, porque, purificados uma vez os ministrantes, nunca mais teriam consciência de pecado.
“Nesses sacrifícios, porém, cada ano se faz comemoração dos pecados,
“Porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados” (Hb 10.1-4).


.: O sacrifício perfeito de Jesus
Como parte do plano de salvação elaborado pelo Pai, desde a fundação do mundo, Jesus se apresenta para não apenas cobrir o pecado, mas para remover todo o pecado da humanidade.
“No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29)
Jesus tornou-se humano como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Assim, pôde Ele se tornar, ao mesmo tempo, sumo-sacerdote e sacrifício, oferecendo-se uma só vez e estabelecendo a Nova Aliança pelo seu próprio sangue.
“Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus;
“Nem também para a si mesmo se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no santuário com sangue alheio;
“De outra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo. Mas agora na consumação dos séculos uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo” (Hb 10.24-26)

.: A agonia da morte de JesusA morte de Jesus foi precedida por inúmeros martírios: seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra (hematidrose); foi flagelado com tiras de couro múltiplas sobre as quais são fixadas bolinhas de chumbo e de pequenos ossos (azorrague); foi escarnecido com uma coroa de espinhos; foi obrigado a caminhar com os pés descalços pelas ruas de terreno irregular, cheias de pedregulhos, carregando uma cruz de mais de cinqüenta quilos; os carrascos despojaram a sua túnica, estando esta colada nas chagas, causando grande dor; suas mãos e pés são cravados no madeiro; a hemorragia causa-lhe palidez; dores de cabeça dilacerantes causadas pelos espinhos; sede e desidratação; calor e insolação pela exposição do corpo nu; asfixia; seu lado ferido esvai sangue e água; enxames de moscas irritam o seu rosto.
“Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele” (Is 53.5)
Mas a maior dor de Cristo na cruz não foi causada apenas pelos soldados que o martirizavam, pelo desprezo da multidão ou pelo abandono de seus próprios discípulos. A maior agonia de Cristo na cruz foi provar o cálice da ira de Deus contra o pecado.
“Então lhes disse: A minha alma está cheia de tristeza até a morte; ficai aqui, e velai comigo.
“E, indo um pouco mais para diante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres” (Mt 26.38,39)
Cristo precisou provar a morte física e também a morte espiritual, ou seja, a dolorosa separação do Pai, ainda que por um curto período. O Pai virou as costas para o Filho, pois não poderia suportar tamanha carga de pecados.
“E, à hora nona, Jesus exclamou com grande voz, dizendo: Eloí, Eloí, lamá sabactâni? que, traduzido, é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? (Mc 15.34)
.: Os resultados da morte vicária de Jesus
A morte de Jesus tem para nós infinito valor, pois nos garantiu:
a) Reconciliação com Deus
“A saber, que Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo, por de Cristo” (2 Co 5.19)
b) Cancelamento da dívida do pecado diante de Deus:
“Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz” (Cl 2.14)
c) Libertação do mundo
“Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo” (Gl 6.14)
d) Vitória sobre o diabo
“E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo” (Hb 2.14)e) Vitória sobre a natureza pecaminosa (“velho homem")
“Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado” (Rm 6.6)f) Direito de andar em novidade de vida
“De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida” (Rm 6.4)g) Libertação do poder dos males, doenças e enfermidades
“Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados” (1Pe 2.24)
h) Direito à ressurreição e à vida eterna
“Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem” (1 Co 15.21)
“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor” (Rm 6.23)


.: Conclusão
Sobre o sacrifício de Jesus, afirma o escritor John Maxwell:
“Último Adão decidiu que o sofrimento da cruz valeria a pena para ganhar o mundo inteiro (...)
“Jesus escolheu enfrentar a tortura, humilhação, injúrias, zombarias e uma morte cruel, mesmo que Ele pudesse ter parado com tudo isso a qualquer momento (...)
“Jesus entregou a sua vida de maneira que possamos ter a nossa de volta. Ele morreu como nós, e assim nós podemos viver como Ele”
Cristo morreu por todos, mas nem todos são salvos. Sua morte vicária criou a possibilidade para que toda a humanidade seja salva.
“Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo.
“E Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo” (1 Jo 2.1,2)

Entretanto, cada homem e cada mulher precisam decidir se aceitam ou não o dom gratuito da vida eterna.
“Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência”(Dt 30.19)

.: Bibliografia consultada:
BIBLIA. Português. Bíblia da Liderança Cristã [com notas e artigos de John C. Maxwell]. Versão Revista e Atualizada de João Ferreira de Almeida. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2007.
BÍBLIA. Português. Bíblia do Evangelista. Versão Revista e Corrigida de João Ferreira de Almeida. São Paulo: Imprensa Bíblica Brasileira, 1997.
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. Dicionário Aurélio Eletrônico – Século XXI. Versão 3.0. Lexikon Informática Ltda. Novembro de 1999. 1 CD-ROM.
RENOVATO, Elinaldo. A eficácia do sacrifício de Cristo [Lição 10]. In: ________. Hebreus. Lições Bíblicas para Jovens e Adultos. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 2001, pp. 65-71.
RIGGS. Ralph M. Consultando a Bíblia. Tradução de Nels Lawrence Olson. 4ª edição. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1986.