sexta-feira, 2 de maio de 2014

Beleza [nem sempre] é fundamental!

“...Quis era rico e importante. Tinha um filho
 jovem e bonito, chamado Saul...” (1Samuel 9:1,2)

A sabedoria popular já diz há muito tempo: “beleza não põe mesa”, onde beleza está por mulher bonita, e não põe mesa significa não saber cozinhar. Portanto não basta um rostinho bonito ou um corpo bem definido se a pessoa é imatura ou mau caráter, por exemplo.

Ao estudarmos a vida de Saul, o primeiro rei de Israel, salta aos nossos olhos a constatação de que ele confiava demais em sua beleza e juventude. Tanto uma quanto a outra são enganosas. Começou bem, mas terminou mal.

Outro ditado afirma: “Quem ama ao feio, bonito lhe parece”. Concordo em gênero, número e grau! Lembremo-nos da descrição do Messias feita pelo profeta em Isaías 53;2: “não tinha parecer nem formosura; e, olhando nós para ele, nenhuma beleza víamos, para que o desejássemos.” Jesus não atraía as pessoas por sua aparência física, mas pela autoridade com que ministrava a Palavra de Deus. Atraía pelo exemplo, pela mansidão, pelo carinho e atenção com que tratava os excluídos da sociedade de sua época.

Cuidar-se e ter certa dose de vaidade até que é saudável. Mas a verdadeira beleza vem de dentro. Contrapondo-me a Vinícius de Moraes, afirmo: Que os gatinhos e gatinhas me perdoem, mas beleza nem sempre é fundamental!

Penso, logo digo!

sexta-feira, 14 de março de 2014

Buscando ao Senhor com Jejuns e Orações


“... eu vesti uma roupa feita de pano grosseiro,
sentei-me sobre cinzas, deixei de comer e orei com fervor
ao Senhor Deus, fazendo-lhe pedidos e súplicas.
(Daniel 9:3)

Tal qual Daniel assentou em seu coração o propósito de buscar ao Senhor com orações e jejuns é importante que cada crente estabeleça um propósito sacrifício pessoal com o intuito de alcançar maior intimidade com Deus. Deve ser um tempo de quebrantamento, de arrependimento, de clamor pela unção do Espírito Santo e de busca da direção do Senhor.

Cada um de nós pode estabelecer o tipo de sacrifício a ser efetuado. Poderemos retirar uma ou duas refeições diárias, evitar refrigerantes ou doces, optar por uma dieta vegetariana ou retirar do cardápio alguma guloseima que nos é apetitosa. Podemos evitar a TV, as redes sociais ou qualquer outra atividade que tem roubado o nosso tempo de comunhão com Deus.

Porém, seja sábio e equilibrado. Evite exageros. O mais importante é manter uma atitude de submissão e reverência, afinal de contas, obedecer é melhor do que sacrificar (1Samuel 15:22). Agindo assim podemos aguardar o mover de Deus em favor do seu povo, pois quando nos achegamos a Deus, Ele se achega a nós (Tiago 4:8)

domingo, 2 de fevereiro de 2014

"MateMágica" [crônica]


Um “bicho de sete cabeças”. Essa é a definição corrente para o componente curricular mais temido entre os estudantes. E, por tabela, professor de Matemática, quase sempre é “carrasco” (vixe, credo em cruz!). A Matemática é sempre associada a algo complicado, sem sentido e que só atrapalha a vida do alunado. E por mais incrível que pareça, apesar de ser professor desta disciplina desde o século passado, pois ingressei no magistério no ano de 1996, aos vinte e um aninhos – tão cara de moleque que certo dia o porteiro me barrou pensando que eu era aluno querendo entrar na escola sem uniforme – também pensava assim, até que descobri a beleza da “Rainha das Ciências” e decidi fazer do seu ensino, minha profissão. E para seu espanto, meu caro, na Educação Básica, me saía bem melhor nas aulas de Língua Portuguesa. Notou que redijo tão bem?! Fala sério.
            Acho fantástico o que Galileu Galilei afirmou: “A Matemática é o alfabeto com o qual Deus escreveu o universo”. E isto procede, haja vista que o mundo que nos cerca possui certa regularidade e previsibilidade que, se analisadas a fundo, podem nos deixar perplexos.
Ela é considerada um tipo de conhecimento “puro”, pois serve de suporte para compreensão das demais áreas do saber, além de fornecer o instrumental lógico e simbólico para descrever leis, organizar informações ou mesmo resolver os mais diversos tipos de problemas. É claro que existem alguns tópicos um tanto complicados para reles mortais como nós. Álgebra, Cálculo Diferencial e Integral, Topologia, Teoria dos Fractais, etc. Na maioria deles, até eu levei bomba. Pois é. Ninguém é perfeito. Mas são as aplicações da Matemática que me fascinam. Alguns exemplos simplórios são as brincadeiras de criança, os jogos de azar (ou de sorte?), as produções artísticas que se favorecem das composições geométricas e até aquela Matemática financeira do dia a dia, cuja ignorância velada pode nos causar prejuízo no orçamento mensal.
Infelizmente, são poucos os estudantes que se atém a este fato e a maioria acaba passando pelo ensino fundamental, médio e até o superior odiando a matéria, desprezando os professores e perdendo a oportunidade de mergulhar no mundo maravilhoso dos números, das formas, mas medidas e da resolução de problemas. Em minhas aulas, sempre que possível, procuro ressaltar os aspectos lúdicos e as possíveis aplicações no cotidiano dos estudantes. Isto pode ajudar a desmitificar a ideia de que Matemática é coisa de cientista maluco. Pode até ser, mas Matemática também é coisa de feirante, dona de casa, cozinheiro, padeiro, vendedor, internauta, turista, músico, médico, pintor, programador, pastor, taxista, juiz, promotor, presidiário, adolescente, idoso, homem, mulher, criança, e até... “ao infinito e além”.
E, “para nossa alegria”, acabei de lembrar de mais um episódio que, se não compartilhasse hoje, ficaria de consciência pesada. Algo em torno de “dez elevado à quinta potência de quilogramas”. Brincadeirinha! Então vamos ao que interessa:
 “EJA – Educação de Jovens e Adultos. Aula de Matemática. Último horário de sexta-feira à noite. E aquele aluno ‘play boy’ metido a garanhão, sentado no paredão não queria nada com nada. Mas o que será que o fazia permanecer assistindo aquela aula chata de Conjunto dos Números Racionais, as famosas frações? Só uma resposta poderia ser possível: a professorinha. Pitéuzinho, inteligente, charmosa e de voz macia, o interesse pela mestra era a única coisa que mantinha o garotão dentro da escola.
“Contudo, ao perceber que nem caderno o rapaz portava, a bela professora chamou sua atenção: Ô rapaz, cadê seu material escolar? Assim você não vai aprender nada sobre fração.
 Desculpe-me, professora, mas a única coisa que preciso de fração, eu já aprendi – respondeu o jovem com ar de conquistador.
“Então diga para a classe o que você aprendeu, então! – exclamou duvidosa a professora.
“O rapaz levantou-se e, em alto e bom som, bradou:  Aprendi a rezar UM TERÇO, pra arranjar UM MEIO de levar a senhora pra UM QUARTO.
“Ruborizada, a mestra não teve escolha e esbravejou:  Já pra diretoria, seu engraçadinho!”
Moral da história: A Matemática é bela e pode ser mágica, mas também é perigosa, pois o feitiço pode virar contra o feiticeiro.
E pra finalizar, SOME as vitórias, DIMINUA a ansiedade, MULTIPLIQUE o há de bom na vida e DIVIDA com quem estiver mais perto de você. Aproveite o dia e seja feliz!
Penso, logo digo!

sábado, 1 de fevereiro de 2014

O amor é lindo! [crônica]


Amor de mãe, amor de irmão, amor de amigo, amor de mulher. O amor é algo fácil de sentir, mas difícil de explicar. Tenho um palpite de que o amor é bem mais que um sentimento. É uma escolha, é uma decisão, é sacrifício, é doação. A teologia afirma que Deus é amor. E Ele provou esse amor entregando seu unigênito Filho para morrer no lugar dos pecadores.
O cruel capitalismo, que tanta competição, egoísmo e miséria tem causado à humanidade, não se acanhou em macular o imaginário coletivo sobre a compreensão do que é o amor. Tornou-o sinônimo de paixão. Transformou-o uma mercadoria barata vendida a rodo nos filmes, novelas, reclames e reality shows da vida. Reduziu algo tão sublime a um simples encontro de corpos nus, vulgarizando a imagem feminina, associando-a a um simples objeto de prazer.
Esteja certo de que é falácia a declaração de que alguém pode matar por amor. Pode-se matar por paixão, por ciúme, por inveja, mas não por amor. O amor gera vida. O amor gera perdão. Sara as feridas da alma, traz paz e cura a solidão.
Concordo com alguém que comparou o amor a uma plantinha que para sobreviver, crescer e dar frutos precisa ser cuidada, adubada, regada, podada. Não existe analogia mais adequada. Por desprezar esse princípio muitos casais têm acabado seu matrimônio em poucos anos e até meses. Faltou aos cônjuges certa dose de paciência, renúncia e, quem sabe, de romantismo.
Muitos acham que o casamento é uma linha de chegada. Depois de conquistarem o marido ou esposa com quem tanto sonharam, relaxam. É aí que mora o perigo. Casamento é uma caminhada. A conquista deve ser diária. O carinho, a gentileza, as palavras doces, a cumplicidade, o sonho compartilhado não podem ser menosprezados, sob pena de abrir brecha para traições, brigas, batalhas judiciais, sofrimento dos filhos e o terrível divórcio.
Pensou que hoje eu ia dar sermão? Não. Apenas cumpro a tarefa de advertir, de mostrar que tudo pode ser diferente, que o fracasso não é seu destino inexorável. Ops! Já comecei a falar difícil. Perdão! É mania de arremedo de cronista gabola.
Mas, pra não ficar só nas minhas palavras, vamos ao “causo” de hoje, “para nossa alegria”:
“O casal, prestes a completar Bodas de Ouro  cinquenta anos de casados  parecia haver esquecido do romantismo dos tempos de namoro.
“A mulher que quase sempre é mais sensível, mais emotiva e nunca esquece das datas importantes, disse ao marido: – Ô benhê, sabe que dia é amanhã?
“O marido rispidamente respondeu: – É domingo, sua besta!
“A esposa então, com voz melosa, insiste: – Sim, eu sei que é domingo, mas você não lembra de que é um dia especial?
“Ah, sim! É dia de missa. Mas pode tirar seu cavalinho da chuva que eu não vou perder meu tempo ouvindo aquele sermão cumprido e aquela cantoria sem fim – retrucou impaciente o esposo.
“A esposa tenta então sensibilizar o maridão displicente: – Filho, você não tem jeito, mesmo. Amanhã é nosso aniversário de casamento. Vamos comemorar bodas de ouro! E eu pensei que a gente podia matar o capado e fazer um churrasco.
“O marido, contrariado, deu um pulo da cadeira e exclamou: Para com tua graça que o bichinho não tem nada a ver com isso.”
Moral da história: O amor é lindo, mas pode ficar feio, murchar e morrer, se não for cuidado, se não for alimentado.
Então ame. Ame sem reservas, sem preconceitos, sem interesses. Demonstre esse amor com palavras, mas também com ações. Seja feliz ao lado de quem te quer bem.
Penso, logo digo!

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Vida de professor [crônica]


Bisavô professor, avó professora, mãe professora e eu, pra variar, educador. Chique, não?! Parece que se intitular “educador” é mais política e pedagogicamente correto. Mas discussões semânticas e filosóficas à parte, ser professor é optar por uma das mais pelas profissões. E mais que isso. É ter vocação para o ensino, para o fomento do senso crítico, para o pensar sobre a vida e, quem sabe, sobre a morte. O ortopedista, por exemplo, pode até fazer uma criança andar, mas o professor pode fazê-la voar.
É notório que nos países orientais a figura do professor é muito valorizada. Dizem que no Japão todos se curvam ante o imperador. Todos, menos uma classe: os professores. Eles acreditam que os professores detém os caminhos da sabedoria e por isso devem ser honrados. Nessas horas gostaria de ser japonês. Mas por graça divina “moro num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza”. Sou amazônida, amapaense e “neotucuju”, com muito orgulho.
Já ouvi muitos “causos” e acumulei uma meia dúzia de experiências vendendo aulas há quase dezoito anos na rede estadual de ensino. Sim, vendendo. Ou vocês acham que professor tem que “dar” aulas. Sai fora, “mané”! O único que trabalha de graça é relógio! Pois bem, relatemos um desses hilários episódios, “para nossa alegria”:
“A aspirante a professorinha, aluna do curso de magistério, estava certa manhã ministrando uma aula de Ciências Naturais, no temido estágio supervisionado. Pensem no estresse. Além de ter que planejar a aula, dominar a classe de periculosos infantes, encarar o olhar debochado da professora regente, ainda precisava tapear a professora de Didática, juíza impiedosa da correta aplicação dos procedimentos pedagógicos da normalista.
“Tema da aula anunciado: MAMÍFEROS E AVES. A jovem desenvolveu então, com relativa tranquilidade o conteúdo, ressaltando as características desses animais, segundo as técnicas construtivistas, em voga naquela conjuntura, o que agradou as avaliadoras e a deixou mais confiante de uma boa nota. Mas minha mãe sempre diz que alegria de pobre dura pouco e ironicamente a quase professorinha caiu no disparate e fechar a aula com chave de ouro e disse à turma: – Alguém quer perguntar algo sobre a aula e tirar suas dúvidas?
“Fatalmente ela descobriu uma verdade indelével: toda turma sempre tem um ou dois alunos espertinhos que, se possível, farão de tudo para pegar o mestre pelo pé.
“Juquinha, o mais falante da classe, levantou a mão e indagou: – Professora! A senhora sabe qual é o animal que de manhã cedo é mamífero e de noitinha é ave?
“A estagiária ficou desconsertada, mas usou a carta escondida na manga. Devolveu a batata quente para Juquinha, dizendo: – Sinceramente eu nunca ouvi falar de um animal que de manhã cedo é mamífero e de noitinha é ave. Você sabe qual é?
“– É fácil, professora. É a minha mãe! – respondeu empolgado o garoto.
“– Sua mãe. Não entendo! – exclamou a jovem estudante.
“Juquinha então desfez o mal entendido:
“– É que de manhã cedo papai grita lá no quarto: - Acorda pra fazer café, sua VACA. Já de noitinha, ele fala bem baixinho: - Vem cá, minha POMBINHA.”
Moral da história: Vida de professor é que nem rapadura. Até que é doce, mas não é mole não. Por isso merecem parabéns os mestres que dignificam nossa nação semeando o conhecimento, trazendo luz às mentes havidas por sabedoria. Que nossos governantes, pais e estudantes os valorizem, pois sem eles, aprender seria uma tarefa bem mais difícil.
Penso, logo digo! 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Em ano eleitoral... [crônica]



É quase inacreditável os “milagres” que acontecem em ano eleitoral. E olha que sou um homem de fé. Todo político se torna atuante, os projetos acontecem, os recursos aparecem e o eleitorado, coitado que é, refém das mazelas retroalimentadas pelo poder público carcomido pela corrupção e descaso, acaba acreditando que a democracia é perfeita e que o poder – quem nos dera! – emana do povo e está a serviço do povo.
Parece que política, muito distante dos ideais da antiga Grécia, virou profissão. Paga bem e quase não exige qualificações técnicas ou mesmo éticas. Vejam só meus amigos: peladeiro, mercenário, cangaceiro, traficante, meliante e até palhaço já se travestiram de tribunos e os temidos terroristas de minha infância, estão no comando da nação. E apesar de não concordar nem um pouco com o estilo de vida pregado pelo cantor Cazuza, talvez num de seus delírios – que não foram poucos – nos deixou em sua “Ideologia” uma pérola atualíssima: “Os meus inimigos estão no poder... Ideologia, eu quero uma pra viver”. Se não fosse trágico, seria cômico. Mas é imperioso rir pra não chorar. Até porque o ato de rir movimenta mais músculos da face e se não ficamos mais jovens, de quebra nos tornamos menos feios.
Mas brasileiro, como afirma a sabedoria popular, “não desiste nunca” e ainda assim consegue fazer piada de sua própria desgraça. Isso me lembra que meu querido pai, ainda vivo para não me deixar mentir sozinho, habilidoso contador de “causos” que é, relatou o que ele assistiu de corpo presente quando ainda era criança pequena no interior do vizinho Estado do Pará:
“Como aquele era ano eleitoral, o prefeito velhaco, viciado em poder não queira de jeito nenhum perder aquela reeleição e deixar a mamata. Ele sabia que o povo tem memória curta e apesar de não ter feito grande coisa durante os quatro anos de mandato, precisava justificar sua candidatura e tapear mais uma vez o eleitorado. Aconselhado por seus correligionários, antes de se afastar do cargo para promover sua campanha, resolveu inaugurar uma nova rede de abastecimento de água. Como era de praxe, contratou a empreiteira de seu cunhado sem licitação, garantindo o superfaturamento da obra e após escavações e mil transtornos para os munícipes, o dia da inauguração foi marcado.
“Feriado, cidade pequena, sabe como é, qualquer novidade é motivo de alvoroço. Lá de cima do coreto o padre benzeu, a banda tocou, o prefeito discursou e chegou a tão esperada hora em que a torneira pública, instalada na praça da cidade, bem defronte da Igreja, seria aberta e todos veriam a água jorrar. Mas para surpresa de todos, da torneira só saiu ar acompanhado daquele som característico dos dias de racionamento. O espanto foi geral e a vaia da turba foi inevitável.
“O prefeito, pra não perder a compostura, chamou de pronto o engenheiro responsável pela obra e exigiu explicações sobre aquele problema. O engenheiro, meio sem graça, respondeu: Prefeito, tenha paciência que o problema é a lei da gravidade de Isac Newton.
“Mais que depressa o prefeito ordenou ao presidente da câmara que estava bem do seu lado: Reúna imediatamente os vereadores que eu quero a lei desse vereador safado revogada ainda hoje!”
Moral da história: Em ano eleitoral quase tudo pode acontecer e qualquer semelhança com a vida real NÃO terá sido mera coincidência.
Por isso, fique de olho bem aberto. O meu e o seu voto são muito valiosos e não deve ser desperdiçado, nem vendido, nem trocado.

Penso, logo digo!