sábado, 1 de fevereiro de 2014

O amor é lindo! [crônica]


Amor de mãe, amor de irmão, amor de amigo, amor de mulher. O amor é algo fácil de sentir, mas difícil de explicar. Tenho um palpite de que o amor é bem mais que um sentimento. É uma escolha, é uma decisão, é sacrifício, é doação. A teologia afirma que Deus é amor. E Ele provou esse amor entregando seu unigênito Filho para morrer no lugar dos pecadores.
O cruel capitalismo, que tanta competição, egoísmo e miséria tem causado à humanidade, não se acanhou em macular o imaginário coletivo sobre a compreensão do que é o amor. Tornou-o sinônimo de paixão. Transformou-o uma mercadoria barata vendida a rodo nos filmes, novelas, reclames e reality shows da vida. Reduziu algo tão sublime a um simples encontro de corpos nus, vulgarizando a imagem feminina, associando-a a um simples objeto de prazer.
Esteja certo de que é falácia a declaração de que alguém pode matar por amor. Pode-se matar por paixão, por ciúme, por inveja, mas não por amor. O amor gera vida. O amor gera perdão. Sara as feridas da alma, traz paz e cura a solidão.
Concordo com alguém que comparou o amor a uma plantinha que para sobreviver, crescer e dar frutos precisa ser cuidada, adubada, regada, podada. Não existe analogia mais adequada. Por desprezar esse princípio muitos casais têm acabado seu matrimônio em poucos anos e até meses. Faltou aos cônjuges certa dose de paciência, renúncia e, quem sabe, de romantismo.
Muitos acham que o casamento é uma linha de chegada. Depois de conquistarem o marido ou esposa com quem tanto sonharam, relaxam. É aí que mora o perigo. Casamento é uma caminhada. A conquista deve ser diária. O carinho, a gentileza, as palavras doces, a cumplicidade, o sonho compartilhado não podem ser menosprezados, sob pena de abrir brecha para traições, brigas, batalhas judiciais, sofrimento dos filhos e o terrível divórcio.
Pensou que hoje eu ia dar sermão? Não. Apenas cumpro a tarefa de advertir, de mostrar que tudo pode ser diferente, que o fracasso não é seu destino inexorável. Ops! Já comecei a falar difícil. Perdão! É mania de arremedo de cronista gabola.
Mas, pra não ficar só nas minhas palavras, vamos ao “causo” de hoje, “para nossa alegria”:
“O casal, prestes a completar Bodas de Ouro  cinquenta anos de casados  parecia haver esquecido do romantismo dos tempos de namoro.
“A mulher que quase sempre é mais sensível, mais emotiva e nunca esquece das datas importantes, disse ao marido: – Ô benhê, sabe que dia é amanhã?
“O marido rispidamente respondeu: – É domingo, sua besta!
“A esposa então, com voz melosa, insiste: – Sim, eu sei que é domingo, mas você não lembra de que é um dia especial?
“Ah, sim! É dia de missa. Mas pode tirar seu cavalinho da chuva que eu não vou perder meu tempo ouvindo aquele sermão cumprido e aquela cantoria sem fim – retrucou impaciente o esposo.
“A esposa tenta então sensibilizar o maridão displicente: – Filho, você não tem jeito, mesmo. Amanhã é nosso aniversário de casamento. Vamos comemorar bodas de ouro! E eu pensei que a gente podia matar o capado e fazer um churrasco.
“O marido, contrariado, deu um pulo da cadeira e exclamou: Para com tua graça que o bichinho não tem nada a ver com isso.”
Moral da história: O amor é lindo, mas pode ficar feio, murchar e morrer, se não for cuidado, se não for alimentado.
Então ame. Ame sem reservas, sem preconceitos, sem interesses. Demonstre esse amor com palavras, mas também com ações. Seja feliz ao lado de quem te quer bem.
Penso, logo digo!

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